Política de Privacidade
Conformidade RGPD · Última atualização: 27 de julho de 2026
Esta política explica como o IAJUS.pt trata os seus dados pessoais, em conformidade com o Regulamento (UE) 2016/679, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), e com a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que assegura a sua execução na ordem jurídica portuguesa.
1. Responsável pelo tratamento
O responsável pelo tratamento dos dados recolhidos através de iajus.pt é a Celeris Juris Inteligência Jurídica Ltda., sociedade de direito brasileiro que explora a marca IAJUS. Para qualquer questão relativa a proteção de dados, ou para exercer os seus direitos, contacte:
E-mail de privacidade: privacidade@iajus.pt
Responderemos ao seu pedido sem demora injustificada e, em qualquer caso, no prazo de um mês a contar da receção, nos termos do art. 12.º, n.º 3, RGPD.
1.1. Responsável estabelecido fora da União Europeia
A Celeris Juris Inteligência Jurídica Ltda. está estabelecida no Brasil, país terceiro face à União Europeia. Como oferecemos o serviço a pessoas que se encontram na União, este tratamento está sujeito ao RGPD (art. 3.º, n.º 2). Pode dirigir-nos qualquer questão ou exercer os seus direitos diretamente através de privacidade@iajus.pt, e apresentar reclamação à CNPD nos termos da secção 12.
2. Como o serviço está desenhado: minimização de dados pessoais
O IAJUS.pt é um serviço de pesquisa jurídica. O que hoje torna pesquisável é a jurisprudência publicada oficialmente, e espera que a consulta seja formulada em teses e situações jurídicas: a questão de direito, o instituto, o pedido, a causa de pedir. Não precisamos de dados identificativos de terceiros para lhe responder, não lhos pedimos e pedimos-lhe que não os inclua nas consultas. É esta a aplicação concreta do princípio da minimização dos dados (art. 5.º, n.º 1, al. c), RGPD) ao desenho do produto, e não apenas uma recomendação de utilização. O dever correspondente está no § 6 dos Termos.
O acervo pesquisável é constituído por informação pública: decisões publicadas pelas fontes oficiais, sempre com ligação à origem. Não recolhemos processos, peças ou dossiês não publicados, e não alimentamos o acervo com o que os utilizadores pesquisam.
O que isto não significa. Minimizar não é deixar de tratar dados pessoais, e não lhe diríamos que não os tratamos. Tratamos: os dados da sua conta, o registo de que consultou e quando, e os registos técnicos de acesso são dados pessoais seus, mesmo quando a pergunta é uma tese abstrata. E o próprio texto da consulta é tratado no momento em que pesquisa, porque é transmitido para ser convertido em vetor — não o conservarmos não é não o tratarmos, e a secção 3.2 diz exatamente onde passa essa linha. E as decisões publicadas podem conter dados de terceiros, apesar da anonimização praticada pelas fontes oficiais: não lhe prometemos um acervo isento deles. A secção seguinte enumera tudo o que é tratado, com fundamento e prazo.
3. Que dados tratamos
Distinguimos três blocos, porque a sua natureza e o seu fundamento são diferentes: os dados da sua conta, o que resulta das suas consultas e o acervo público, que não é recolhido de si.
3.1. Dados de conta, autenticação e acesso
Quando lhe é atribuído acesso ao serviço, tratamos os dados necessários para o identificar e autenticar: nome, endereço de e-mail e as credenciais de acesso (guardadas de forma cifrada ou sob resumo criptográfico, nunca em texto simples), bem como a qualidade profissional e a organização que nos indique. Se existir modalidade paga, tratamos ainda os dados necessários à faturação que a lei exija.
3.2. As suas consultas: o que fica registado e o que não fica
O texto das perguntas que faz ao serviço não é conservado, nem os resultados que lhe são devolvidos. O que fica registado é a utilização, sem o conteúdo: a identificação da sua conta, a data e a hora, que funcionalidade usou e quantos resultados foram devolvidos.
Esse registo é, ainda assim, composto por dados pessoais seus, porque está ligado à sua conta: mostra que consultou, quando e com que frequência, mesmo não mostrando o quê. Não lhe diremos, por isso, que pesquisar aqui não trata dados pessoais. O que lhe dizemos é mais estreito, e é verificável: a pergunta que escreve não fica guardada. O acesso interno a estes registos é restrito e não é partilhado com outros utilizadores.
Uma consequência que lhe interessa em particular. Quem exerce a advocacia está vinculado ao segredo profissional (art. 92.º do Estatuto da Ordem dos Advogados), e uma pergunta de pesquisa jurídica pode deixar transparecer a tese, a estratégia ou a identidade de um cliente. Não conservar o texto da consulta é, por isso, uma opção de desenho do serviço e não uma cortesia: é o que lhe permite pesquisar sem transferir para nós aquilo que a lei lhe manda guardar.
Uma precisão, para que a frase anterior não seja lida por excesso: não conservar não é não transmitir. Na pesquisa por sentido, o texto da consulta é enviado, no momento em que pesquisa, a um subcontratante que o converte num vetor numérico. Quem é, onde está e para que exclusivo efeito o recebe está identificado na secção 6, e a transferência para fora do Espaço Económico Europeu está tratada na secção 7.
Não usamos o conteúdo das suas consultas para melhorar o serviço, nem sequer em forma anonimizada, e a razão é simples: esse conteúdo não chega a ser conservado. Se algum dia pretendermos passar a fazê-lo, esta política é atualizada antes de esse uso começar, com indicação do fundamento jurídico, e poderá opor-se (art. 21.º, n.º 1, RGPD). Não o faremos em silêncio.
3.3. Registos técnicos de acesso
O funcionamento e a segurança do serviço geram registos: endereço IP, data e hora, identificação do navegador, endereço pedido e resultado do pedido. São igualmente dados pessoais e servem para detetar e travar abuso, fraude e utilização automatizada não autorizada, e para diagnosticar avarias.
3.4. Acervo público (não recolhido de si)
As decisões que o serviço pesquisa não nos são fornecidas por si: são obtidas das fontes oficiais que as publicaram, no exercício da publicidade que a lei lhes impõe. Podem conter dados pessoais de terceiros, ainda que as fontes pratiquem anonimização. Quanto a esse conteúdo:
- não o enriquecemos com dados de outras origens, nem procuramos identificar quem as fontes anonimizaram;
- não construímos perfis de partes, testemunhas, magistrados ou mandatários, nem classificamos pessoas;
- mantemos a ligação ao documento oficial, para que a fonte e a sua versão atual prevaleçam sempre;
- se for titular dos dados e entender que um conteúdo do acervo o afeta, escreva-nos: analisamos o pedido e, quando lhe assista razão, agimos junto do nosso acervo e remetemo-lo para a fonte que publicou o documento, a quem cabe o texto original.
3.5. Dados que nos fornece no formulário de contacto
- Obrigatórios: endereço de e-mail e a mensagem que nos envia.
- Opcionais: nome, país, qualidade profissional (por exemplo, advogado(a), solicitador(a), jurista, magistrado(a) ou estudante de Direito), número de cédula profissional, organização/escritório e número de telefone/WhatsApp (que pode ter o indicativo de qualquer país).
Não lhe pedimos categorias especiais de dados (art. 9.º RGPD) e pedimos-lhe que não as inclua na mensagem livre.
3.6. Dados de navegação e medição de audiência
Apenas com o seu consentimento prévio, recolhemos dados de utilização do site através do Google Analytics (via Google Tag Manager), por exemplo, páginas visitadas, tipo de dispositivo, origem da visita e um identificador de cookie. Enquanto não der o consentimento no aviso de cookies, nenhum cookie de análise é instalado e nenhum dado é enviado ao Google.
4. Finalidades
- Prestar o serviço de pesquisa: autenticar o seu acesso, executar as consultas que faz e devolver-lhe os resultados ligados à fonte.
- Registar a utilização do serviço sem o respetivo conteúdo — que funcionalidade, quando e com que resultado — para lhe atribuir o acesso, prestar-lhe apoio quando o solicite e dimensionar o serviço.
- Responder ao seu contacto e prestar a informação solicitada.
- Comunicar-lhe informação sobre o acesso ao serviço, quando o tenha pedido.
- Cumprir obrigações legais a que estejamos sujeitos, designadamente de faturação e de conservação contabilística, quando aplicáveis.
- Medir a audiência do site para o melhorar (só com consentimento).
- Garantir a segurança do serviço e prevenir abuso e fraude.
Não usamos os seus dados para publicidade de terceiros nem os vendemos.
O que não fazemos. Não traçamos o perfil das pessoas mencionadas no acervo, nem das que possam ser mencionadas nas suas consultas. Não tomamos decisões individuais automatizadas sobre pessoas, na acepção do art. 22.º RGPD: o serviço devolve documentos e sínteses para apreciação humana, e a decisão profissional é sempre de quem o utiliza. Não usamos os seus dados para avaliar a sua solvabilidade, o seu desempenho profissional ou o mérito de qualquer causa.
5. Fundamento jurídico
| Tratamento | Base legal (RGPD) |
|---|---|
| Prestação do serviço de pesquisa: conta, autenticação e execução das consultas | Execução do contrato: art. 6.º, n.º 1, al. b) |
| Envio do texto da consulta ao subcontratante que o converte em vetor, para que a pesquisa por sentido funcione (secção 6) | Execução do contrato: art. 6.º, n.º 1, al. b). É a operação que produz o resultado que pediu: sem ela, a pesquisa por sentido não se realiza. O texto não é conservado por nós (secção 3.2) |
| Registo de utilização sem conteúdo (conta, momento, funcionalidade, número de resultados) | Interesse legítimo: art. 6.º, n.º 1, al. f). Ponderámos o nosso interesse em atribuir o acesso, apoiar quem o usa e dimensionar o serviço contra a expectativa razoável de quem consulta, e concluímos que ele prevalece precisamente por o registo não incluir o conteúdo da consulta e por não haver perfilagem nem avaliação de pessoas. Pode opor-se nos termos do art. 21.º, n.º 1 |
| Constituição e manutenção do acervo público pesquisável (documentos publicados pelas fontes oficiais) | Interesse legítimo: art. 6.º, n.º 1, al. f), para disponibilizar pesquisa sobre informação de publicidade legalmente imposta, sem enriquecimento nem perfilagem |
| Registos técnicos de acesso, segurança e prevenção de abuso | Interesse legítimo: art. 6.º, n.º 1, al. f) |
| Faturação e conservação de documentos de suporte, quando aplicáveis | Obrigação jurídica: art. 6.º, n.º 1, al. c) |
| Formulário de contacto e comunicações sobre o acesso | Consentimento: art. 6.º, n.º 1, al. a) |
| Cookies de análise (Google Analytics) | Consentimento: art. 6.º, n.º 1, al. a) |
| Segurança, prevenção de abuso e operação do serviço | Interesse legítimo: art. 6.º, n.º 1, al. f) |
Pode retirar o consentimento a qualquer momento, sem afetar a licitude do tratamento efetuado até então (art. 7.º, n.º 3, RGPD).
6. Destinatários e subcontratantes
Para prestar o serviço recorremos a subcontratantes que tratam dados por nossa conta, ao abrigo de contratos de tratamento de dados (art. 28.º RGPD):
- Google Cloud (Google Ireland Ltd. / Google LLC): alojamento e infraestrutura.
- OpenAI (Estados Unidos): converte o texto da consulta que escreve num vetor numérico, para que a pesquisa possa procurar por sentido e não apenas por coincidência de palavras. O envio ocorre no momento em que pesquisa, e destina-se exclusivamente a essa conversão: o texto não é usado para lhe responder por outra via, nem para o identificar.
- Resend: envio e receção das mensagens de e-mail do formulário.
- Google Analytics / Google Tag Manager: medição de audiência, apenas com consentimento.
Não há venda nem partilha de dados para fins de marketing de terceiros.
7. Transferências internacionais
O responsável pelo tratamento está sediado no Brasil, país que não é objeto de uma decisão de adequação da Comissão Europeia. A transferência dos seus dados para o Brasil assenta nas derrogações do art. 49.º: a necessidade de execução do serviço que solicitou e o seu consentimento.
Esta divulgação abrange todas as operações descritas na secção 3, e não apenas o formulário de contacto: os dados da sua conta, o texto da consulta enquanto está a ser processado e os registos técnicos de acesso são tratados sob a responsabilidade da entidade identificada na secção 1, com o mesmo fundamento de transferência. Note que não há aqui histórico de consultas a transferir, porque o texto não é conservado (secção 3.2) — mas ele é tratado no momento em que pesquisa, e é isso que esta secção abrange. É mais uma razão pela qual o serviço está desenhado para não precisar de dados pessoais de terceiros nas consultas: quanto menos dados existirem, menor é o alcance de qualquer transferência.
Alguns subcontratantes podem ainda tratar dados fora do Espaço Económico Europeu (por exemplo, nos Estados Unidos). Essas transferências assentam, tal como a anterior, nas derrogações do art. 49.º — a necessidade de execução do serviço que solicitou e o seu consentimento. Não invocamos aqui nenhuma decisão de adequação, Cláusulas Contratuais-Tipo nem a adesão a um quadro de proteção de dados: só afirmaremos um desses mecanismos quando o pudermos documentar, e esta secção será então atualizada com a indicação do mecanismo aplicável a cada subcontratante.
8. Conservação
Conservamos cada categoria de dados apenas durante o tempo necessário à finalidade que a justifica (art. 5.º, n.º 1, al. e), RGPD):
- Dados do formulário de contacto: enquanto durar a finalidade (resposta ao contacto e, se pedido, comunicação sobre o acesso) e até 24 meses após o último contacto, ou até que retire o consentimento, o que ocorrer primeiro.
- Dados de conta: enquanto a conta se mantiver ativa. Se a conta for encerrada, são eliminados ou anonimizados, salvo o que tenhamos de conservar para cumprir uma obrigação legal ou para exercer ou defender um direito num processo.
- Registos de utilização sem conteúdo: pelo período necessário à atribuição do acesso, ao apoio e ao dimensionamento do serviço. Não existe aqui prazo para o texto das consultas pela razão dita na secção 3.2 — esse texto não é conservado, pelo que não há o que conservar nem o que eliminar.
- Registos técnicos de acesso: pelo período necessário aos fins de segurança e diagnóstico que os justificam, após o que são eliminados ou agregados de forma a não permitir a sua identificação.
- Documentos de faturação, quando existam: pelo prazo imposto pela lei fiscal e contabilística aplicável.
- Dados de análise de audiência: pelo período definido na configuração do Google Analytics.
Findos os prazos, os dados são eliminados ou anonimizados. Pode pedir-nos, a qualquer momento, a eliminação da sua conta e dos registos de utilização que lhe estejam ligados.
9. Os seus direitos
Enquanto titular dos dados, assistem-lhe os seguintes direitos:
- Acesso aos seus dados (art. 15.º).
- Retificação de dados inexatos (art. 16.º).
- Apagamento («direito a ser esquecido») (art. 17.º).
- Limitação do tratamento (art. 18.º).
- Portabilidade dos dados (art. 20.º).
- Oposição ao tratamento fundado em interesse legítimo (art. 21.º, n.º 1). Este direito abrange expressamente o registo de utilização sem conteúdo descrito na secção 3.2, e os registos técnicos de acesso da secção 3.3.
- Retirar o consentimento a qualquer momento (art. 7.º, n.º 3).
- Não ficar sujeito(a) a decisões automatizadas que o(a) afetem significativamente (art. 22.º). Como se explica na secção 4, não tomamos decisões dessas.
- Reclamar junto da autoridade de controlo (art. 77.º), nos termos da secção 12.
Para exercer qualquer destes direitos, escreva para privacidade@iajus.pt.
10. Segurança
Adotamos medidas técnicas e organizativas adequadas (art. 32.º RGPD): ligações cifradas por HTTPS/TLS, minimização dos dados recolhidos, credenciais guardadas sob resumo criptográfico, segregação das bases de dados por finalidade, controlo de acessos por perfil e registo das operações de acesso a dados de utilizadores. O formulário e o serviço incluem mecanismos de prevenção de abuso automatizado. Se ocorrer uma violação de dados pessoais que implique risco elevado para os seus direitos, notificamo-lo(a) e notificamos a CNPD nos termos dos arts. 33.º e 34.º RGPD.
11. Cookies
Usamos apenas cookies estritamente necessários ao funcionamento do site (que não exigem consentimento) e, mediante o seu consentimento, cookies de análise. Pode aceitar ou recusar os cookies de análise no aviso apresentado na primeira visita e mudar de opção limpando os dados do site no seu navegador.
12. Autoridade de controlo
Se considerar que o tratamento dos seus dados viola o RGPD, tem o direito de apresentar reclamação junto da autoridade de controlo competente em Portugal, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), www.cnpd.pt (art. 77.º RGPD).
13. Alterações a esta política
Esta política pode ser atualizada. A versão em vigor está sempre disponível nesta página, com a respetiva data de revisão indicada no topo.